MARTY FRIEDMAN – Entrevista na Rock Online

filemarty-friedmanPoucos guitarristas são tão versáteis e talentosos como Marty Friedman. Ele já gravou álbuns dos mais variados estilos, nas mais variadas situações. E um dos grandes méritos do músico é deixar transparecer sua identidade, sua pegada e suas próprias características seja lá o que ele estiver tocando: música eletrônica, Pop, baladas ou Thrash Metal.
Em recente passagem pelo Brasil para a realização de um ‘workshop’, Friedman revelou tudo sobre sua carreira e seus planos como guitarrista numa entrevista exclusiva para o Rock Online. Confira!

Rock On Line: Como você define a atual fase de sua carreira?

Marty Friedman: Eu estou mais ocupado do que nunca! [risos] Estou tocando com duas bandas no Japão, fazendo uma turnê com meu trabalho solo, além de alguns ‘workshops’ e pequenas apresentações na América do Sul e na China.

Rock On Line: Que bandas são essas no Japão?

Marty Friedman: Toco com duas cantoras japonesas, gravo as guitarras em estúdio e também toco ao vivo com elas. Também estou compondo algumas canções com produtores de lá.

Rock On Line: O aconteceu com o Red Eye #2? O que você pode nos dizer sobre esse projeto?

Marty Friedman: O Red Eye # 2, infelizmente, nunca foi concretizado. Chegamos a gravar bastante material, mas não lançamos e é muito difícil de se achar alguma coisa hoje sobre isso. Sei que uma das músicas está disponível no web site de um integrante do grupo, mas eu não lembro o endereço agora [risos].

Rock On Line: Você é um grande fã de música eletrônica e seu mais recente disco “Music For Speeding” traz alguns elementos dessa natureza. Pretende se aprofundar ainda mais no estilo?

Marty Friedman: Pretendo sim, principalmente na minha carreira solo. Eu gravo discos solo só pelo prazer, pela diversão, toco apenas o que quero e o que gosto neles. Se tiver vontade de experimentar mais, com certeza farei.

Rock On Line: Você já fez álbuns com solos complicados e técnicos no Cacophony, com ‘riffs’ pesados e rápidos no Megadeth e com temas mais suaves e emocionais na carreira solo. Na minha opinião, “Music For Speeding” é uma mistura de tudo isso. Sua intenção com esse álbum foi essa?

Marty Friedman: Muito boa observação! Acho que “Music For Speeding” tem sim todos esses elementos, um pouco de cada coisa, mas isso não ocorreu de maneira premeditada. Na verdade, eu não acho que o equilíbrio dessas características seja algo que venho buscando como músico. O ideal pra mim é tocar numa banda extremamente pesada ou extremamente Pop, nada que fique no meio do caminho.

Rock On Line: E para qual dos lados você está mais próximo hoje?

Marty Friedman: Bem, eu tenho duas bandas Pop no Japão, então acho que seria mais por aí. Se bem que lá eu tenho liberdade pra tocar algo realmente pesado se quiser também.

Rock On Line: Qual dos seus discos exigiu mais de você e deu mais trabalho para ficar pronto?

Marty Friedman: Sempre achei que nenhum superaria o “True Obsessions” nesse quesito, mas “Music For Speeding” foi, com certeza, o disco que me deu mais trabalho. Isso porque eu fiz toda a parte de produção e fui o engenheiro de som também. E eu sou péssimo nisso [risos].

Rock On Line: Qual a diferença em vir ao Brasil sozinho e com o Megadeth?

Marty Friedman: [depois de pensar bastante] Basicamente é a mesma coisa.

Rock On Line: Mas você não sente falta de tocar para grandes platéias?

Marty Friedman: Sim, essa é uma das diferenças que ocorrem aqui, mas no Japão, por exemplo, eu toco hoje para platéias muito maiores do que na época com o Megadeth.

Rock On Line: E quando você virá ao Brasil com banda, para fazer um show completo?

Marty Friedman: Espero que em breve. Eu adoro fazer os ‘worskshops’, mas tocar ao vivo realmente é muito mais divertido. Eu quero muito tocar aqui novamente.

Rock On Line: Mas seria uma apresentação do Marty Friedman solo ou com algum outro projeto?

Marty Friedman: Provavelmente venha com músicos de apoio e toque material solo. Se eu viesse com as minhas bandas japonesas não acho que faria muito sucesso no Brasil. Talvez no bairro da Liberdade [risos] [N do R: o bairro da Liberdade, em São Paulo, possui uma grande colônia japonesa].

Rock On Line: Com tantos anos de carreira, há ainda algum músico, guitarrista ou não, com o qual você tem vontade de dividir o palco ou fazer uma ‘jam’?

Marty Friedman: É difícil dizer… adoraria encontrar o Brian May, do Queen. Nunca tive a chance de conhecê-lo pessoalmente e seria uma experiência interessante. Não precisaria nem tocar junto, só conversar um pouco com ele já me deixaria satisfeito.

Rock On Line: Tem algo que queira dizer para os fãs e a todos os que acessam o Rock Online?

Marty Friedman: Eu estou muito, muito feliz por ter tantos amigos aqui no Brasil. Para mim é uma honra tocar para vocês e espero poder voltar outras vezes. Ah, deixe-me perguntar uma coisa para você: Como se diz em português algo do tipo “Yeah, fuckin’ good!” [mostrando empolgação]?

Rock On Line: Talvez você possa dizer “do caralho”…

Marty Friedman: Como? Do caralho? [repete a expressão diversas vezes, tentando memorizá-la] Se eu subir lá no palco agora e disser “do caralho” as pessoas vão gostar?

Rock On Line: Acho que sim. Vai ser, no mínimo, engraçado.

Marty Friedman: Legal. Legal não…do caralho! [risos gerais]

Para outras informaçoes acesse: Rock Online

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